Considerado um marco histórico na evolução do Brasil como nação, há exatos 134 anos era derrubada a fase monárquica que protagonizava a gestão do país, e iniciava a fase de Brasil República. Fruto do conflito nada harmonioso protagonizado entre a coroa europeia – sobretudo a portuguesa –, e, do outro lado, proprietários de terra, militares e o alto clero da Igreja Católica que defendiam a descentralização do poder foi instituído a República como a nova forma de governo do Brasil. Historiadores defendem que a proclamação foi fruto da crise do império e sua incapacidade de atender as novas demandas que foram surgindo na sociedade brasileira.


República vem do latim res publica que significa "coisa pública", "coisa do povo". Nesse sentido, um governo republicano é aquele que põe ênfase no interesse comum, no interesse da comunidade, em oposição aos interesses particulares e aos negócios privados. Sob esse ponto de vista, a república não difere somente da monarquia, mas também da aristocracia e da democracia, conceitos que ressaltam o princípio do governo: de um, de alguns ou do povo. Ao contrário, a república se volta para a finalidade do governo: o interesse (o bem) comum.


O significado de democracia, disposto no dicionário, é “governo do povo”. Afinal, “Demos” significa “povo” e “kratos” refere-se ao “governo” e ao “poder”. Sendo assim, temos que a democracia é o exercício da soberania do povo.


E o que significa “soberania do povo”? Por povo, nos referimos àqueles que participam da vida política e a ocupam. Aliás, um dos alicerces da democracia é a participação política, que se dá de diferentes formas. Logo, o poder emana desse povo participativo, e é daí que vem a ideia de soberania.


No Brasil, com a redemocratização e a promulgação da Constituição Federal de 1988, foi-se garantido o sufrágio universal, em que todos os cidadãos adultos têm o direito de exercer uma das características principais da democracia e da participação política: o direito de votar.


Foi por meio do retorno da democracia que desfrutamos o direito ao voto, a liberdade de expressão, a liberdade de manifestação política, a liberdade de imprensa. Conquistas como o orçamento participativo, que permite aos cidadãos decidirem a destinação de orçamentos públicos. Audiências públicas e conselhos são outros exemplos de vitórias democráticas que possibilitam o exercício da cidadania.


Além disso, é no regime democrático que podemos fiscalizar a atuação das instituições e garantir que elas estejam funcionando.